
Franz Anton Mesmer
"A moléstia é apenas o resultado da falta ou do desequilíbrio na distribuição do magnetismo pelo corpo".
Mesmer foi um médico austríaco que dedicou sua vida na busca da cura de enfermidades, através de energias que ele pressentia existir .Estudou o poder de atração do ímã e descobriu que o homem pode curar o seu semelhante.
Franz Anton Mesmer era doutor em medicina e filosofia, advogado, teólogo e músico. Nasceu em Iznang, Áustria, em 1734, numa época em que tudo deveria ser demonstrado matematicamente para ser aceito como verdade. A condição de atração do ímã o intrigava e, mesmo sujeito à críticas, ele afirma que o mundo não é um espaço vazio e inanimado, mas um todo onde ondas invisíveis se cruzam e transpassam a todo momento. Tais "misteriosas" correntes produziriam reações mútuas que só a alma poderia perceber.
Desde a antiguidade o ímã chamava a atenção dos estudiosos. Em 1774, um nobre estrangeiro que passava por Viena encomendou ao padre jesuíta e conhecido astrônomo, Maximiliano Hell, que preparasse um ímã e tentasse curar a sua esposa de cãimbra no estômago. Amigo de Maximiliano Hell, Mesmer se interessa pela experiência, que teve bons resultados, e passa a utilizar o metal em outros pacientes, obtendo sucesso.
Mas, apenas o efeito benfeitor do ímã não satisfazia o médico pesquisador; era necessário encontrar a causa de tal efeito.
Em 1766, Doutor Mesmer, através de importante dissertação , expressa a idéia de que uma força indefinida, espalhada pelos espaços siderais, atua na essência de toda a matéria; um éter misterioso penetra todo o Universo, inclusive o homem.
O médico austríaco dedica todo seu tempo e dinheiro à pesquisa. Ganha fama e injúrias e não encontra o que procura: o fluido universal. No entanto, continua a sua investigação. A notícia das curas se espalha e muitas pessoas se dispõe ao tratamento através do ímã. Mesmer inventa um recipiente fechado, de madeira, ao redor do qual circulam garrafas com água magnetizada e todos querem conhecê-lo: é a "cuba de saúde".
A utilização do ímã era a solução para várias doenças incuráveis, até que o médico admite novas causas das curas; a influência sobre o enfermo não vinha do mineral morto sob sua condução e sim da sua mão, da sua própria pessoa.
O homem possui uma energia poderosa!
A partir de 1776, magnetizar , para Mesmer, era deixar operar sobre o necessitado uma "misteriosa" energia humana que se desprende das extremidades dos nervos através dos dedos. Muito tempo passou, sem que o austríaco descobrisse mais sobre essa energia. Apesar disso, ele estava certo de que, em certas crises , o homem pode influir sobre seu próximo, só com sua presença e o influxo de seus nervos, com mais intensidade que todos os medicamentos químicos.
O pesquisador quer ver a sua teoria reconhecida pela ciência oficial e sofre com as investidas contra seus métodos. Mudanças de cidade e pressões não o fazem desistir e publica, em 1779, sua "Dissertação sobre a descoberta do magnetismo animal".
As atribulações, acertos e desacertos desgastam o físico desse espírito forte que se muda para a Suíça e passa a viver simplesmente, exercendo a medicina.
Quarenta anos depois, em 1812, a Academia Berlinense se dedica ao estudo do magnetismo. Mesmer não se envolve nas discussões, mas entrega as suas observações para que o mundo as conheça.
Aos oitenta anos, em 5/3/1814, Franz Anton Mesmer encerra sua missão como precurssor do magnetismo curador. Deixa ao mundo um maior conhecimento sobre a aplicação do fluido magnético, aproveitada pela doutrina espírita de Allan Kardec no passe magnético.